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terça-feira, 2 de abril de 2013

O TEMPO on line - NÔMADE estreia!

http://www.otempo.com.br/entretenimento/ultimas/companhia-mario-nascimento-estreia-espetaculo-nomade

DANÇA


Companhia Mário Nascimento estreia espetáculo "Nômade"

Espetáculo encerra trilogia da Companhia


Cia Mário Nascimento

"Nômade", o novo espetáculo da Companhia Mário Nascimento, estreia dia 4 em Belo Horizonte . O espetáculo é o fecho de uma trilogia que versa sobre a territorialidade, suas diversas funções e sentidos. Neste sentido, o espetáculo une-se a "Escapada", de 98 – o primeiro trabalho do grupo – e a "Território Nu", de 2011, para discutir questões como o lugar do indivíduo no mundo, o ultrapassar de fronteiras de todos os tipos e sentidos e as possibilidades de libertação e transcendência do pensamento e da criatividade humana.
O conceito do nômade interliga-se com a história da Companhia Mário Nascimento, composta hoje por oito bailarinos vindos de cantos diferentes do mundo e que não tinha um lugar próprio ou fixo para ensaiar. Neste processo de questionamento da territorialidade, o grupo brinda o público com uma performance vigorosa, resultado de anos de trabalho e de uma base conceitual firme.
Quinze anos depois da fundação da Companhia, em NÔMADE sobressai novamente uma constante no trabalho de Mario Nascimento, sempre com a colaboração de seus bailarinos, o que todo e qualquer processo artístico deveria perseguir: a vontade de desestabilizar.
A criação e direção e coreografia do espetáculo é de Mário Nascimento, assistência de direção e coreografia da bailarina Rosa Antuña e trilha de Fábio Cardia.



SERVIÇO

Espetáculo Nômade - Cia Mário Nascimento
De 4 a 7 de Abril

De quinta a sábado ás 21h e domingo ás 19h
Local Teatro Oi Futuro Klauss Vianna   -   R$15 inteira e R$7,50 meia


Fotos de Léo Drumond

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Crítica ESCAPADA - Porto Velho, por Analton Alves

DIÁRIO DA AMAZÔNIA – Porto Velho, RO – segunda-feira, 17 de setembro de 2012


“Espetáculo de dança sensibiliza público no Teatro Um do Sesc e promove sensação psicodélica”- por Analton Alves

A impossibilidade de uma avaliação estética referenciável não moveu a apresentação de “Escapada”para nenhum outro lugar , se não, para dentro do âmbito dos grandes espetáculos. É certo que Porto Velho tem carências indeléveis para o aconchego das conveniências culturais, Mas o Teatro Um do SESC tem sido a ponta inicial de todas as nossas implementações artísticas. Todos os que estiveram lá, na noite de sábado, para prestigiar a Cia Mário Nascimento, com Escapada, foram tocados pela força dos movimentos artísticos de dançarinos para lá de ajustados.

Uma mistura, em Escapada, da polivalência cultural brasileira e o revigoramento de uma tendência contemporânea dentro da própria apropriação artística. Se não, beliscando a antiguidade, onde a estética do belo, com Aristóteles e Platão, se expande, em nosso moderno com respostas afirmativas, Um evento assintomático, de força e de características forjadas no cotidiano.

O público porto-velhense que prestigiou Escapada mostrou-se extasiado com a performance de dançarinos que também se comportaram como músicos e atores. Certo é que a trilha percorrida no palco deixou uma sensação forte de apontamento para o melodrama. Indefinível e incorrigível, o espetáculo é, assim, por ele mesmo, uma denominaçãp “estranha”que compões com o visível, sonoro e sentimental. Apropriado para o movimento das combinações sensoriais, também festeja as inquietações humanas dentro de um cotidiano enclausurador. Homens com suas malas buscando lugares e retornando sempre para o mesmo ponto de partida. Pêndulos, chaves e mordaças segurando e sendo seguros pelos limites, possibilidades e padrões morais.

OUTROS PONTOS

E, ainda tem a música. Uma trilha sonora que compõe com o belo intangível. Ocupando os espaços que os homens deixam com seus vazios. Uma espécie de poesia em palco na performance dos atores. E, ainda tem o cômico. Por alguns instantes algumas pinceladas que provocaram boas gargalhadas. A assistente de direção e coreografia, Rosa Antuña, descreveu bem sobre a proposta destacando o potencial combinado dos próprios integrantes da Companhia. Para ela, neste ponto reside o diferencial que compactua com as sutilezas cômicas. Não se trata do acidental. E sim, improviso como janela para a interação, compartilhamento com o público presente.

Outros pontos relevantes, também construídos e ambientados para dar forma à temática assumida pelo espetáculo, povoaram bem distribuídos os momentos de clímax. O enredo, não determinado, também mostrou a oscilação entre alegria e tristeza das vidas que percorrem a rotina diária nas cidades grandes. Assim como descreve o próprio Mário Nascimento, diretor.

www.diariodaamazonia.com.br

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Imprensa - Faladores


FALADORES


“... E, dentro do mundo das artes cênicas, ainda há espaço para ressaltar a dança. A Cia. Mário Nascimento brindou seus dez anos com uma estréia à altura: o espetáculo "Faladores". Momentos de extrema sutiliza, como no início do espetáculo em que Rosa Antuña ( sensacional) parece costurar palavras que saem de sua boca. FALADORES está entre os melhores espetáculos de dança em 2008.”

SORAYA BELUSI Magazine – O Tempo – Sexta-feira, 26/12/2008


FALADORES FAZ DA QUEDA DOS CORPOS UM GESTO ARTÍSTICO

Obra de Mario Nascimento revela inquietação investigativa
Faladores, a mais nova obra de Mário Nascimento com a sua companhia, participou do recente Festival Panorama de Dança, no Rio, depois de estrear no Sesc VilaMariana, em São Paulo , e encerrar uma temporada de sucesso no Teatro Alterosa, em Belo Horizonte. Nela , Mario Nascimento e seus oito excelentes interpretes avançam na construção de um vocabulário que se torna cada vez mais autoral.
Os corpos caem sempre, e nesse constante cair, de repente, a vermelhidão do linóleo sobre o qual eles dançam ganha outro sentido. Os recortes que a iluminação vai fazendo colaboram para tonalizar as roupas e os gestos, promovendo um certo efeito visual que nos leva a perceber que o chão esta ocupando um outro papel. Que o chão se espacializou e invadiu a verticalidade. E que, por isso, os corpos caem, mas não como interrupção dos movimentos. O chão não é um lugar de repouso. Os corpos caem porque cair é somente mais um dos seus gestos. Cair se equivale a estar de pé.
Os pas-de-deux constituem uma boa oportunidade para se ver como um corpo passa a ser o chão do outro, um corpo-lugar de impulso-e-chegada. Um corpo-chão em várias perspectivas: mais para baixo, tombado mais para um lado, depois para o outro, mais para cima.
Faladores não trabalha com os 90º entre horizontal e vertical como parametro na sua busca do cair e do pendurar. Porque os corpos também se penduram uns nos outros e, a todo momento, se montam com desencaixes de braços, troncos, pernas e quadris. Como as articulações entre eles buscam evitar a vertical, vai surgindo um padrão de ocupação do espaço que ecoa o da vermelhidão que vai escapando do chão.
Andre Rosa, Daphne Chequer, Joana Wanner, Jose Villaça, Mariel Godoy, Marco Túlio Ornellas, Rosa Antuna e Thaïs França, cada um deles contribui de um modo particular na construção desse vocabulário, que já vinha do transito entre lutas marciais, dança de rua, música e teatro. Agora, a eles agregaram a oralidade. Os oito criaram uma língua própria, o "momoês", estimulados pelos estudos que flzeram de Paul Zumthor (1915-1985), referenda
central nas pesquisas das poéticas da voz, e de Yoshi Oida, que tem um trecho de seu livro incluído no espetáculo.
Os figurinos merecem uma atenção especial porque justamente desmontam, de uma maneira bastante original,a premissa de que a dança depende de um figurino especialmente desenhado. Em Faladores, a roupa da grife Elvira Matilde, que está no palco, também pode estar na platéia. A companhia foi a uma de suas lojas e lá escolheu o que iria usar em cena. Com esse gesto, nos levou a refletir não somente sobre o que representam os figurinos na dança, mas também, a buscar uma relação entre o figurino especialmente criado e a ação cotidiana de comprar o que se vê na vitrine, tendo como meta fazer da roupa um traço da nossa singularidade.
Os dez anos de percurso da Cia. Mário Nascimento são pautados pela colaboração com o músico Fábio Cardia, autor da trilha de Faladores, assim como de todas as outras obras do repertório, formado por 0 Rebento (2007), Do Ritmo ao Caos (2005), Escambo (2002), Trovador (2000) e Escapada (1998). Na relação entre música e dança que vem construindo, a música vem se materializando em cena cada vez mais. Não apenas por conta da presença do compositor, mas porque ela vem buscando inventar formas de se fazer visível nos corpos. Ampliar para a exploração da oralidade, nesse contexto, então, passa a fazer todo um sentido evolutivo. E demonstra que o percurso coerente e consistente de Mário Nascimento na dança brasileira se pauta por uma saudável e permanente inquietação investigativa. Ela é o motor propulsor do seu jeito de inventar essa dança que carrega a sua assinatura. • H.K.

Helena Katz Caderno 2 – Estado de São Paulo – Quarta feira, 19 de novembro de 2008

Imprensa - Ritmo/Escambo/Trovador/Escapada

DO RITMO AO CAOS


* Tourada com fantasmas“Quem conhece Mário Nascimento sabe que sua trajetória tem momentos bem complicados. Mas não são os detalhes disso que interessam aos espectadores, mas a maneira de como essa trajetória é convertida em arte. Mário Nascimento já vem toureando seus fantasmas pelos palcos brasileiros. Em “Do Ritmo ao Caos” o processo alcança um novo patamar de intensidade. Parece claro que o coreógrafo transformou algumas das situações que a atormentam em células de movimentos ou palavras que integram a coreografia. Mas a força não vem da intensidade dos movimentos que deram origem a essas células, mas a maestria de como se distribuem pelo trabalho.”

Marcelo Castilho Avellar – Estado de Minas 11/11/2005



ESCAMBO


* Escambo é ode ao talento de Mário Nascimento

“Coreógrafo mostra os novos rumos de sua carreira pontuada ainda por um belo trabalho como bailarino. (...) Ás duas excelentes bailarinas do elenco original (Rosa Antuña e Thaís França ), somou-se agora a ótima participação de Vanilton Lakka.(...) Vale salientar que o refinamento de Rosa Antuña ,que também fala ,canta e toca instrumentos ,habilidades se somam para projetá-la entre as melhores bailarinas do país.
Por desenvolver uma parceria com o músico Fábio Cardia há mais de 10 anos, a obra de Mário Nascimento se constrói em articulação permanente com a musica ao vivo -situação muito particular, que organiza um tipo de ambiente pouco freqüente na dança praticada no Brasil.”

Helena Katz – O Estado de São Paulo 27/11/2004


* Escambo que já era bom em sua estréia, está cada vez melhor“Impressiona a maturidade do elenco, a começar do próprio coreógrafo. O maior engajamento dos intérpretes e o jogo acabam evidenciando a variedade de trocas geográficas, conceituais, funcionais. Que da titulo a coreografia, e lhe permite cada vez mais assumir, ao mesmo tempo seus aspectos de pesquisa séria e de espetáculo de entretenimento.”

Marcelo Castilho Avellar – Estado de Minas


* Palco das relações humanas

“Novo espetáculo do coreógrafo e bailarino “escambo” consegue tratar de um tema intenso com leveza e humor. A idéia central do escambo, troca, não ocorre no espetáculo de maneira linear. Pode se manifestar tanto por trocas no espaço como no conceito. Impossível alguém no elenco do espetáculo interpretar apenas sua parte ou seu papel. Nesse sentido, a obra realiza para a dança o que uns raros espetáculos de ponta têm construído para o teatro. A parceria de Mário Nascimento com o músico Fábio Cardia já vem de longo tempo. Fábio, alem da técnica e da criatividade na produção dos sons, é como performer, perfeito para o tipo de trabalho.”

Marcelo Castilho Avellar – Estado de Minas 25/11/2003



TROVADOR


* Peça traduz marginalidade do artista
“Trovador confirma a adesão de Mário Nascimento ao risco da pesquisa. Com o trovador, mário nascimento inaugura uma outra fase de sua carreira. Que dela não se afaste para conseguir desenvolver com mesma pertinência com que tem cuidado de suas outras realizações. A nova equipe demonstra talento para tal. E ele, capacidade de elevar a bom termo este projeto. ”

Helena Katz – O Estado de São Paulo 30/05/2002


* Muito além das convenções

“Trovador não se enquadra muito bem nas definições convencionais de dança. Aproxima-se muito mais de um conceito que as vanguardas do teatro e da música vem empregando, a música cênica. A suposição, aqui, é de um complexo corpo-som-espaço, em que uma das dimensões não tem precedência, lógica ou cronológica, sobre as demais. Em trovador o que parece indicar é que seu frescor é na verdade, a maior parte do tempo, aparência e impressão. Mas elas se encontram tão bem ocultas por trás do jogo entre os interpretes que é a forca deles, instantânea, criativa, imediata, que domina nossos olhos e ouvidos.”

Marcelo Castilho Avellar – Estado de Minas 12/04/2002


* Trovador
“Em trovador só um dedo basta para anunciar um gigante. É um espetáculo instigante, competente, bastante acima da média.”

Miguel Anunciação – Hoje em dia 12/04/2002


* Uma arena para o trovador
“A nova coreografia de Mário Nascimento, um autor que hoje se preocupa mais com a elaboração apurada do que com a quantidade. Com seus versos o trovador fala do seu meio e de sua época. Inspirado nesse artista popular expressa as inquietações contemporâneas, explorando as diversas possibilidades de dança e música.”

Ana Francisca Ponzio – Revista Bravo




ESCAPADA - 1997


* A dança do brasil é mais que samba.
“Mário Nascimento bailarino e coreógrafo de São Paulo esta em temporada junto ao musico fabio cárdia no palco do b12. Este pequeno teatro destaca-se cada vez mais como referencia para quem quer assistir dança com a mais alta qualidade e Escapada é uma dessas jóias, para a europa, com certeza. Escapada fala de um típico fenômeno brasileiro, a escapada para as cidades grandes que inúmeras pessoas do interior do Brasil tentam. Nascimento foi uma dessas pessoas. Como jovem marginal chega aos 16 anos em são paulo e lá descobre a dança. Escapada nos brinda com 13 cenas trágicas e humorísticas. Mas não é só a dança que fala a musica do ótimo Fábio Cardia está muito presente. O musico acompanha cada cena com uma atmosfera própria. Raras vezes musica e dança conseguem uma harmonia tão precisa como com Fábio Cardia Mário Nascimento. Imperdível.”

Dagmar Fischer – Morgenpost – Hamburgo / Alemanha 21/05/2000