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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Crítica ESCAPADA - Porto Velho, por Analton Alves

DIÁRIO DA AMAZÔNIA – Porto Velho, RO – segunda-feira, 17 de setembro de 2012


“Espetáculo de dança sensibiliza público no Teatro Um do Sesc e promove sensação psicodélica”- por Analton Alves

A impossibilidade de uma avaliação estética referenciável não moveu a apresentação de “Escapada”para nenhum outro lugar , se não, para dentro do âmbito dos grandes espetáculos. É certo que Porto Velho tem carências indeléveis para o aconchego das conveniências culturais, Mas o Teatro Um do SESC tem sido a ponta inicial de todas as nossas implementações artísticas. Todos os que estiveram lá, na noite de sábado, para prestigiar a Cia Mário Nascimento, com Escapada, foram tocados pela força dos movimentos artísticos de dançarinos para lá de ajustados.

Uma mistura, em Escapada, da polivalência cultural brasileira e o revigoramento de uma tendência contemporânea dentro da própria apropriação artística. Se não, beliscando a antiguidade, onde a estética do belo, com Aristóteles e Platão, se expande, em nosso moderno com respostas afirmativas, Um evento assintomático, de força e de características forjadas no cotidiano.

O público porto-velhense que prestigiou Escapada mostrou-se extasiado com a performance de dançarinos que também se comportaram como músicos e atores. Certo é que a trilha percorrida no palco deixou uma sensação forte de apontamento para o melodrama. Indefinível e incorrigível, o espetáculo é, assim, por ele mesmo, uma denominaçãp “estranha”que compões com o visível, sonoro e sentimental. Apropriado para o movimento das combinações sensoriais, também festeja as inquietações humanas dentro de um cotidiano enclausurador. Homens com suas malas buscando lugares e retornando sempre para o mesmo ponto de partida. Pêndulos, chaves e mordaças segurando e sendo seguros pelos limites, possibilidades e padrões morais.

OUTROS PONTOS

E, ainda tem a música. Uma trilha sonora que compõe com o belo intangível. Ocupando os espaços que os homens deixam com seus vazios. Uma espécie de poesia em palco na performance dos atores. E, ainda tem o cômico. Por alguns instantes algumas pinceladas que provocaram boas gargalhadas. A assistente de direção e coreografia, Rosa Antuña, descreveu bem sobre a proposta destacando o potencial combinado dos próprios integrantes da Companhia. Para ela, neste ponto reside o diferencial que compactua com as sutilezas cômicas. Não se trata do acidental. E sim, improviso como janela para a interação, compartilhamento com o público presente.

Outros pontos relevantes, também construídos e ambientados para dar forma à temática assumida pelo espetáculo, povoaram bem distribuídos os momentos de clímax. O enredo, não determinado, também mostrou a oscilação entre alegria e tristeza das vidas que percorrem a rotina diária nas cidades grandes. Assim como descreve o próprio Mário Nascimento, diretor.

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